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Caracterização do Concelho de Penamacor

 

Penamacor é um concelho da Beira Baixa, pertencente ao Distrito de Castelo Branco. É limitado a Norte pelo concelho do Sabugal, a Sul pelo concelho de Idanha-a-Nova, a Oeste pelo do Fundão e a Leste pela Estremadura espanhola.
As distâncias da sede do concelho aos centros urbanos de maior dimensão, são de 48 quilómetros para a Covilhã, 50 para Castelo Branco e 66 para a Guarda.


Organização administrativa
O concelho é composto de 12 freguesias: Águas, Aldeia do Bispo e Aldeia de João Pires (em União de Freguesias(); Bemposta e Pedrógão (em União de Freguesias); Aranhas, Benquerença, Meimoa, Meimão, Penamacor, Salvador e Vale da Senhora da Póvoa.

Caracterização física
A unidade administrativa que é o concelho de Penamacor, não corresponde uma unidade morfoclimática, como seria, em princípio, de esperar de um território de 563,6 Km2, configurando um quadrilátero mais ou menos regular, onde as distâncias não diferem de maior a partir do centro geográfico para as periferias.
Situado no extremo NE da Beira Baixa, na denominada Raia Centro-Sul, a sua localização coincide com a passagem da superfície da Meseta à superfície de Castelo Branco, unidades morfológicas inscritas nessa outra grande unidade estrutural que é o Maciço Hespérico. O forte pendor dicotómico que caracteriza este território revela-se desde logo na morfologia: ao norte montanhoso, predominantemente basculado para a bacia do Zêzere e em franco contacto visual com a Cordilheira Central,  opõe-se ao sul mais plano, a abrir horizontes para o campo da Idanha. A esta ocorrência associam-se as alterações do coberto vegetal, do tipo de solos e rochas, com o pinheiro bravo, o carvalho e o castanheiro a  prevalecerem nos terrenos xisto-argilosos das serras da Malcata e Santa Marta, enquanto o sobreiro e a azinheira predominam nos solos graníticos  e secos  do sul. Como se não bastassem estas disposições naturais, o projecto do Regadio da Cova da Beira veio alterar e acentuar drasticamente as condições de oportunidades e as diferenças entre os dois lados.

 

Breve caracterização socioeconómica
Com uma população a rondar os 6 mil habitantes, Penamacor é hoje um concelho com uma densidade populacional na casa dos 11,8 habitantes por km2, pouco mais de metade da média da Beira Interior Sul (20,8) e muito abaixo dos índices da Região Centro e Nacional ( 75,7 e 112,2 respectivamente).
Para esta realidade contribuiu um conjunto de factores e ocorrências de natureza histórica, geográfica, sociopolítica e económica  que condicionaram a vida dos seus habitantes e conduziram a desequilíbrios estruturais muito acentuados em termos demográficos e ao enfraquecimento do tecido social produtivo. De facto, uma corrente migratória contínua desde finais dos anos cinquenta do último século, com especial incidência nas décadas de 60 e 70, visando essencialmente a Europa, numa primeira fase, e depois o litoral nacional, com Lisboa a absorver o grosso do contingente que aí procura melhores condições de vida, não mais deixou de esvaziar aldeias e vilas do interior, provocando as alterações profundas nos indicadores demográficos que hoje se verificam: taxa de mortalidade a quadruplicar a taxa de natalidade, o que ajuda a compreender o impressionante índice de envelhecimento de 401,59, donde resulta a completa inversão da pirâmide etária.
A actividade  económica ressente-se em boa medida deste quadro social, onde a falta de empreendedorismo e de mão de obra qualificada e a fraca expressão do mercado local actuam como fortes condicionantes. O sector produtivo relaciona-se em regra com os recursos locais, com particular destaque para a silvicultura  e a pequena indústria agro-alimentar baseada no olival e na criação de gado bovino, ovino e caprino. O comércio mostra-se incapaz de concorrer com os centros urbanos mais próximos.
Os recursos naturais constituem uma reserva importante de oportunidades susceptíveis de contribuírem para o desenvolvimento económico do concelho, seja pela via da exploração agro-florestal, seja pelo lado do desenvolvimento turístico, tirando partido da paisagem, da ruralidade, dos próprios recursos hídricos.
Os produtos tradicionais marcam já uma posição significativa no âmbito da economia local. Qualidade  e  distinção é a aposta  de algumas empresas para imporem os seus produtos nos mercados nacionais, ou mesmo no mercado de exportação. Nesses casos, poucos, o resultado revela-se positivo e demonstra claramente que esse é o caminho a seguir.
A pequena indústria transformadora, e de um modo geral todas as empresas, dispõem aqui de óptimas condições para se instalarem, beneficiando da atenção e facilidades que a Autarquia dispensa aos investidores, designadamente no que respeita à cedência de terrenos infraestruturados na Zona Industrial.
A agricultura encontra-se numa situação de impasse: ao declínio dos métodos tradicionais e arcaicos de produção não correspondeu, de forma sistemática, a aplicação das medidas técnico-agrárias indispensáveis à  rentabilidade e competitividade do sector. Estas medidas relacionam-se directamente com a formação de agricultores e, em parte, com as características fundiárias das explorações, muito parceladas e votadas ao abandono. Há, apesar de tudo, condições efectivas para a reconversão e preservação de algumas culturas tradicionais, bem como para a introdução de novas culturas no perímetro do Regadio da Cova da Beira.
O comércio reflecte, por norma, os dinamismos, ou a falta deles, que os outros sectores de actividade manifestam, e só terá a ganhar com o impulso de um turismo sustentado nas especificidades locais. Deve, contudo, ser capaz de se modernizar e ganhar capacidade atractiva.

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